Crisma


(Equivalente à Confirmação no Ocidente)

Imediatamente após o Batismo, uma criança Ortodoxa é “crismada” ou “confirmada.” O padre usa um óleo especial, o Crisma (em grego, Myron), e com ele o Padre unge várias partes do corpo da criança, marcando-as com o sinal da Cruz: primeiro a testa, depois os olhos, as narinas, boca, orelhas, peito, mãos e pés. Enquanto unge cada parte, ele diz: “O selo do dom do Espírito Santo!” A criança que foi incorporada a Cristo pelo Batismo, agora recebe na crisma o Dom do Espírito, tornando-se, assim, um laico (leigo), um membro completo do povo (Laos) de Deus. Crisma é a extensão do Pentecostes: o mesmo Espírito que desceu visivelmente sobre os Apóstolos em línguas de fogo agora desce invisivelmente sobre os novos batizados. Através do Crisma, todo membro da Igreja torna-se um profeta, e recebe uma parte do sacerdócio real de Cristo; todos os Cristãos, porque são crismados, são chamados a agir como testemunhas conscientes da verdade. “E vós tendes a unção (o Crisma) do Santo e sabeis tudo” (1Jo 2:20).

No Ocidente, é normal que o bispo em pessoa confira o Crisma; no Oriente, o Crisma é administrado por um padre, mas o Crisma (Myron) que ele usa deve ter primeiramente sido benzido por um bispo (na prática Ortodoxa moderna, só um bispo que é chefe de uma Igreja Autocéfala goza do direito de benzer o Crisma). Assim, tanto no Oriente quanto no Ocidente, o bispo está envolvido no segundo sacramento da iniciação Cristã: no Ocidente diretamente, no Oriente indiretamente. O Crisma é usado também como um sacramento de reconciliação. Se um Ortodoxo se apostata para o Islamismo e depois retorna para a Igreja, quando é aceito de volta, ele é crismado.

Tão logo quanto possível, depois no Crisma a criança Ortodoxa é levada à comunhão. Suas memórias da Igreja estarão centradas no ato de receber os santos dons do corpo e do sangue de Cristo. Comunhão não é algo que ele recebe na idade de 6 ou 7 anos (como na Igreja Católico-Romana). Na adolescência (como no Anglicanismo), mas algo do qual ele nunca foi excluído.

 

Oração Final

* O sacerdote e os padrinhos com a criança dirigem-se para a frente da porta régia

Diácono: Roguemos ao Senhor.

Cantor: Tem piedade, Senhor.

Sacerdote: Bendito seja, Senhor Onipotente, Fonte do Bem e Sol da Justiça, que fizeste resplandecer sobre os que estavam nas trevas a luz da salvação, com a manifestação de teu Filho como nosso Deus. Tu nos deste, apesar de nossa indignidade, a purificação na água do Batismo e a santificação com a unção do Crisma e também agora, te dignaste fazer que este(a) teu(tua) servo(a) renasça, ao ser iluminado(a) pela água e pelo Espírito, lhe concedendo a remissão dos pecados (voluntários e involuntários). Tu mesmo, Senhor e Rei Misericordioso de todo o universo, marca-o(a) com o selo de teu Espírito Santo, Onipotente e Adorado e concede-lhe a comunhão do Santo Corpo e do Precioso Sangue de teu Cristo; conserva-o(a) em tua santidade, firma-o(a) na Fé Ortodoxa, livra-o(a) do maligno e de seus ensinos, guarda sua alma na pureza e na justiça, por meio do temor a ti, para que, sendo-te agradável em toda palavra e ação, seja filho(a) e herdeiro(a) de teu Reino Celeste.

Porque tu és nosso Deus, Deus de misericórdia e salvação, a ti glorificamos, Pai, Filho e Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos séculos.

Cantor: Amém.

* Unge-se neófito com o Santo Miron em forma de cruz na fronte, sobre os olhos, narinas, boca, ouvidos, peito e costas, mãos e pés, dizendo a cada unção:

Sacerdote: O Selo do Dom do Espírito Santo.

Padrinhos: Amém.